11 maio 2006

Já quase não há bilhetes...


Quem puder e quiser aparecer, serão benvindos!

09 maio 2006

Olha pra mim, todo vaidoso...

Esta manhã recebi um e-mail da RDP Antena 1, a informar que o texto com que participei no programa "A história devida" tinha sido selecionado, e que iria passar em antena no dia 17 de Maio, 4ª feira. Juntamente, diziam-me que o meu texto iria fazer parte de uma compilação em livro, a editar brevemente.

Não será, por estes factos, que aquilo que escrevi tomará outro sentido ou importância.

Apenas quero frisar que essa história, "Mar de memórias", foi a primeira a ser contada neste espaço, e isso sim, para mim é importante porque, nela estão contidas as vontades, os apoios e os carinhos de alguns de vós, que a tornaram possível.

Esta pequena "vitória" é nossa, amigos Charraz e Zé Lopes!


Abraço, Grande

08 maio 2006


Só no teu rosto


Devias estar aqui rente aos meus lábios
para dividir contigo esta amargura
dos meus dias partidos um a um

Eu vi a terra limpa no teu rosto,
Só no teu rosto e nunca em mais nenhum

Eugénio de Andrade

06 maio 2006

O Grupo que trago no coração


É verdade! até me podem chamar piegas, mas é assim que ele anda comigo.
O meu amigo Charraz insistiu para que eu divulgue as actividades do Grupo Norte-Sul aqui neste espaço. Depois de alguma troca de palavras reconheci que a razão estava com ele. Não se trata de auto-promover o Grupo. Apenas dar a conhecer o ambiente que se vive em cada actuação, e as figuras sempre engraçadas que fazem estes 11 indomáveis patifes. Assim, em jeito auto-biográfico, a partir de hoje, e sempre que se justifique, haverá Crónicas ao Sul.
Abraço amigo,
Breve história do Grupo Norte-Sul


Calcorreando montes e vales, por caminhos onde por vezes só se vêem as marcas deixadas pela faina agrícola, ao frio ou á calma do meio-dia, lá vai o autocarro da C.M. de Oeiras para mais uma deslocação do Grupo Coral e Instrumental Norte-Sul.

Quer seja na mais modesta aldeia, ou respondendo ao mais solene convite, o empenho e a dedicação de cada um dos seus membros é total. E enquanto não começa o espectáculo, a azáfama toma conta de cada um, montando a aparelhagem, afinando gargantas e instrumentos para que tudo fique perfeito na hora mágica de subir ao palco.

Depois, bem, depois é o dar e receber, é a troca de emoções, o intercâmbio cultural entre realidades por vezez bem diferentes. No final, todos nós saímos mais ricos. Há quem traga de volta para a grande cidade um sorriso, o olhar de um velho pastor, a alegria dos jovens, uma paisagem, os sabores dos comeres ancestrais...

Embora os trabalhos do Grupo visem, em particular, a música que se toca a sul do Tejo, é a diversidade geográfica dos seus 11 membros permanentes que lhe dá a riqueza. Temos gente das beiras, de trás-os-montes, da estremadura, africanos, e claro alentejanos. Já editamos 5 trabalhos de originais, escritos e compostos pelo Grupo, e estamos com o próximo na forja. O Grupo tem o seu espaço de ensaios, cedido no Centro Cultural da Lage, e conta com o apoio, sempre omnipresente da Câmara Municipal de Oeiras.

E assim tem sido este o caminho percorrido pelo Grupo Norte-Sul ao logo dos seus já 21 anos de actividade.
Espectáculos confirmados:
13 de Maio - Outorela-Carnaxide
28 de Maio - Cacém
03 de Junho - Idanha-Belas
04 de Junho - Marginal-Oeiras
10 de Junho - Baixa da Banheira
01 de Julho - Sta.Margarida do Sado - Ferreira do Alentejo
15 de Julho - Aljustrel
06 de Agosto - Tavira
13 de Agosto - Piódão

03 maio 2006

És tão bonita, Mãe...


Mãe:
Queria inventar um novo alfabeto, uma nova língua, onde a palavra MÃE tivesse o significado que tu tens para mim.

Tu sabes o quão fugitivo é o verbo entre nós, tu entendes-me, eu tento não te desiludir.

Talvez seja esta a nossa maneira de conversarmos, onde faltam as palavras, onde abundam os olhares, onde aquilo que há para dizer se diz por códigos, sei lá, talvez aprendidos ainda quando me carregavas no teu ventre.
Desde muito cedo aprendi contigo a gramática dos silêncios, a morfologia das suas intensidades, a comunicação que há nos sentidos. É por isso, que quem não nos conhece, nos julga distantes, afastados, sem perceberem que a uma maior distância corresponde um maior amor.

Lembras-te quando me abriste a porta de casa, era eu um galarote, com 20 anos. Queria voar, conhecer a vida fora da tua asa protectora. E com a cabeça cheia de sonhos lá parti. Depois, depois, foram mais 20 anos, até que de novo, me abriste a porta, agora para entrar, para regressar ao teu colo e sarar as feridas. E tu mãe sempre estiveste a meu lado, sofrendo com os desgostos que te dava, exultando com os novos sonhos que me povoavam a alma.

Nunca vou ser como tu, mãe, não tenho esse dom, nem como filho, nem como pai. Mas que hei-de eu fazer? É uma tarefa difícil, amar sem o egoísmo de querermos ter o mundo nas nossas mãos. Mas até nisso tu pensaste. Deste-me um irmão, que eu adoro, e que com a sua força me torna mais forte, para te amar, e em conjunto te louvar como a Senhora das nossas vidas.
Obrigado por seres minha Mãe! Por fazeres brilhar em mim o que tenho de bom, por carregares às costas o que tenho de mau.

Mãe … que mais dizer… se esta palavra quer dizer tudo! De facto, não encontro melhor forma de falar de ti senão chamar-te, somente, MÃE.

És tão bonita, Mãe…


A todas as mães, as que estão, e as que já partiram.