19 junho 2006

Rescaldo

O concerto de Sábado foi óptimo. Os músicos mostraram aquilo de que são capazes. Depois do espectáculo veio a descompressão da tensão acumulada, e aí a Banda fêz jus ao seu nome. BOÉMIA

Em meu nome e da Fátima, o nosso reconhecimento pela amizade e carinho com que fomos brindados.

Deixo aqui algumas fotos, sem comentários...











14 junho 2006

Todos a Faro!












Começem a fazer as malas, atestem o depósito das viaturas e rumem até ao Jardim da Doca de Faro porque os 'Boémia' vão dar um concerto no Sábado dia 17 deste mês, pelas 22H00. O concerto é ao ar livre, a entrada não é paga e vai estar repleto de gente gira - só da Tapada das Mercês são 2 autocarros cheios -

A sério, é uma oportunidade de ver e ouvir a excelente música de uma banda que já gravou com o Fausto, o Luis Represas e o Luis Pastor, e que em Faro se apresenta com a sua formação mais completa.

Vá lá, não faltem!

13 junho 2006

Efeméride






Poeta de um obstinado rigor. Fáz hoje um ano que morreu Eugénio de Andrade.
Para quem, com as suas palavras o viveu, aqui ficam algumas...




Última Canção


Se puderes ainda
ouve-me, rio de cristal, ave
matutina. ouve-me,
luminoso fio tecido pela neve,
esquivo e sempre adiado
aceno do paraíso.
Ouve-me, se puderes ainda,
Devastador desejo,
fulvo animal de alegria.
Se não és alucinação
ou miragem ou quimera, ouve-me
ainda: vem agora
e não na hora da nossa morte
- dá-me a beber a própria sede.

Antoninas







Começaram ontem, em Lisboa e arredores. O Grupo Norte-Sul esteve na Parede.
Houve música, sardinhas, manjericos e... caras bonitas.
Obrigado aos meus colegas e familiares pela sua presença. É sempre agradavél encontrar amigos entre a plateia.

Viva o Santo!

07 junho 2006

Aniversário






Ontem nasceu uma nova Fundação! Longa vida se deseja!


Parabéns Sapito!



«Procura-se um amigo!
Não precisa ser homem, basta ser humano,
basta ter sentimentos, basta ter coração.
Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir.
Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro,
de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa.
Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.
Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar. Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objectivo deve ser o de amigo.
Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários.
Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo.
Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade.
Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.
Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo.
Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive!...»

GRANDE VINICIUS DE MORAES