11 junho 2008

Ceia Fadista no Qlub71

Sabado dia 14 Os Fados Voltam ao Qlub de Queluz pela Mão de Vital d'Assunção e os seus Convidados

Sob a influência decisiva do seu avô, Mestre Martinho d'Assunção (um dos mais conceituados guitarristas de que há memória em Portugal), Vital d'Assunção cedo começou a descobrir os sons da guitarra clássica. Aos 16 anos faz a primeira aparição pública, na RTP, fazendo companhia ao avô e à grande figura do Fado que foi António dos Santos. A experiência abriu caminho ao início da sua carreira musical que o fará passar pelas mais reputadas casas de fado lisboetas, como O Faia, Café Luso e Lisboa à Noite. Além de ter tocado em discos como O Homem na Cidade, de Carlos do Carmo, e Simone, Mulher, Guitarra, de Simone de Oliveira, Vital d'Assunção participou em diversos projectos musicais, dos quais destacaríamos o Trio de Guitarras de Martinho d'Assunção e os grupos Opus Fado e Sons de Lisboa. O som da viola de Vital d'Assunção já encantou tanto o público português como várias audiências em reputadas salas de espectáculo de países como a Suécia, França, Rússia, Espanha, Alemanha e Finlândia.

Reserva a tua mesa.

06 junho 2008

Shine on you, crazy diamond

Chegou um dia ao nosso universo, envolta em mistério.
Um manto de luz diáfano protegia-a da sua aparente timidez.
Ao lado, Dona Sol velava os seus primeiros passos, numa cumplicidade que se adivinhava de sempre. Pela mão, às vezes, aparecia com o seu pequeno satélite. Tal mãe, tal filho, no brilho inteligente do olhar, na contemplação pertinente do recente novo mundo.
E a todos deslumbrou. Pela ousadia. Pela coragem. Pela diferença.

Hoje, todos nós nos apercebemos de que é uma Lua magoada. Mas que teima em brilhar, no seu espaço. No nosso espaço.
A mim, ensinou-me que para ver a sua luz já não é preciso um céu limpo, ou ter que levantar os olhos para o firmamento. Basta fecha-los e procurá-la dentro do meu peito.

Parabéns Lua, que continues a brilhar, cada vez mais!

05 junho 2008

A Helga passou-se!








É do conhecimento geral, a minha incapacidade de, perante uma encruzilhada, optar correctamente pelo caminho certo. Assumo o desnorteio com uma indisfarçada inveja daqueles amigos que, dotados de GPS ou de natural habilidade de pombo-correio tomam a dianteira trilhando, sem hesitar, o verdadeiro rumo.
Um desses amigos – talvez o único, embora não seja consensual, não achas, Charraz? – tem-nos valido algumas vezes em situações periclitantes de “onde é que esta porra vai dar?” quando nos deslocamos em viagem a locais que não conhecemos.
Talvez por ter um sistema GPS no seu automóvel, uma vozinha meiga de menina a quem ele baptizou de Helga. Talvez por ter uma grande experiência de estrada, o Za lá vai à frente da caravana, guiando-nos, como cão-de-cego, em direcção à luz.
Ora acontece, que ontem, fomos todos na tal caravana, atrás do Za rumo ao Restaurante A Baía, no Seixal onde tocava, pela primeira vez o Rogério Charraz.
Àquela hora era recomendável utilizarmos a ponte Vasco da Gama em detrimento da 25 de Abril por causa do trânsito caótico gerado por quem regressava a casa depois de um dia de trabalho.
Passámos a ponte. Tudo bem. Mas quando eu começo a ver nomes de localidades como: Moita, Alhos Vedros e Sarilhos Grandes, pensei: - Pronto estamos metidos em sarilhos!
Ele eram inversões de marcha, ele eram becos sem saída, caminhos de cabra, rotundas conhecidas… Enfim. A Helga passou-se! Como uma barata tonta, virava-mos à direita, à esquerda, e a viagem que demoraria, normalmente meia hora, demorou uma hora e meia. E foi grande o gozo do Charraz, da Isabel e do João quando finalmente chegámos ao Seixal. Adiante…

A Baía é um espaço despretensioso. Situado no traçado antigo da vila, uma casa de duas águas, rente ao chão, muito perto da baía, donde lhe vem a graça. Não se vêm dourados ou cromados. Mantém o forro do tecto em madeira antiga, pintado de cores suaves e quentes. Nas paredes, fotografias do local, antigas, motivos marítimos e a meia-altura um sucessivo traço ondulante a dividir o azul do branco a fazer lembrar as ondas do mar. A porta e os portados das janelas ainda, felizmente, em madeira, assim como os móveis de apoio, a respeitar o conjunto.
A ementa é variada, e daquilo que provámos, todos viemos satisfeitos. Eu falo do meu bacalhau assado em cama de grelos com batata a murro, que estava óptimo. Do polvo á Lagareiro, do caril de frango também. O vinho da casa (Alentejano) soube-me a pouco, porque tinha que me fazer à estrada. As sobremesas satisfazem os paladares mais exigentes.
A simpatia do Vitor Sarmento e da sua esposa Lurdes, para quem os conhece, é já um dado adquirido.
Um belo local para se fazer uma refeição. Calmo nos dias em que o Rogério Charraz e o seu grupo de desordeiros amigos lá não estiverem. Com música ao vivo de 4ª a Sábado.
Encerra Domingos à noite e às 2ª feiras.
Restaurante A Baía. Um nome a reter para quem gosta de ser bem recebido.

E, coisa estranha: O Za foi o primeiro a saír, mas não levou ninguem atras dele...

Dia de Lutar

Quem é que pode estar contente com este governo que temos?
Com o constante atropelo aos direitos e regalias de quem trabalha?
Com a precariedade no trabalho e o crescente desemprego?

Eu não estou contente. E digo não às políticas que contribuem cada vez mais para aumentarem a diferença entre aqueles que têm tudo e os que nada têm.

Faço-o no dia-a-dia, tentando ser esclarecido. Mas também apoio todos os que na rua manifestam o seu desagrado contra estas políticas do governo.

Hoje, Manifestação Nacional contra a alteração do Código do Trabalho.
15 Horas - Marquês de Pombal.

02 junho 2008

Entre marés


















No Sábado estivemos em Alcochete com "Os Boémia" na inauguração da exposição A Geração de quinhentos da pintora Isabel Nunes. Muitas caras conhecidas do mundo das artes plásticas e da música, - o maior, Fausto, esteve lá. De salientar a simpatia da pintora e do seu marido que nos reconheceram, das noites na Taverna.


A exposição retrata alguns dos mais importantes vultos da nossa história, naquela época.

Valeu por todos os aspectos. Revi amigos - o Dionísio Leitão e a Fernanda não faltaram. Fiz uns "bonecos" na bonita paisagem (aqui deixo um deles). Ouvi a melhor música que se faz em português. Soltei os paladares que me ofereciam as dezenas de tascas à beira rio.




Agora preparo-me para outra viagem. Desta vez à não menos bonita cidade do Seixal, mais propriamente ao restaurante "A Baía" do querido amigo Vitor Sarmento, inaugurado este Domingo, e onde, entre outros, irá cantar o Rogério Charraz.


O Vitor Sarmento conheço-o das noites no "Ribeirarte" donde guardo felizes recordações. Conheço a vontade e o trabalho do Vitor na dinamização cultural, o seu empenhamento em valorizar a música portuguesa, os seus projectos nos "Erva de Cheiro" e "Cantadores de Rusga"
Quanto ao Charraz, nunca terei palavras suficientes para lhe demonstrar a minha gratidão, e é na sua inquietação que a todos contagia que vou buscar as forças necessárias para me sentir de bem com a vida.


Quarta-feira, 4 de Junho, lá estaremos para manifestar o nosso apoio e reconhecimento, ao Vitor e ao Rogério Charraz, e aqui deixo um convite para quem quiser vir connosco.


Tragam o peito aberto, porque é de amizade que se constroi o império do coração.

http://www.restaurantebaia.com/