06 janeiro 2011

Aos meus amigos


"Hão-de vir Dias Melhores"

afagando o ego
afogando a dor
se o amor é cego
pois tanto melhor
vem ó minha amada morder a maçã
canções tão confusas
fado vagabundo
piraram-se as musas
para o fim do mundo
mais uma rodada, vem longe a manhã
vou lamber as cicatrizes
da minha melancolia
hão-de vir horas felizes
nesta imensa lotaria
vou esquecer o quebranto
vou celebrar o espanto
vamos brindar aos amores
que hão-de vir dias melhores
vou mantendo a calma
esquecendo a crise
dispo a minha alma
num strip-tease
grotesco bailado na noite vadia
a mente recusa
o corpo deseja
canção tão difusa
num mar de cerveja
dou a nota ao lado, perco a melodia
dança, dança mafarrico
lá no fundo do meu copo
vou roubar a rima ao Chico
estou alegre "ma non troppo"
olh'ó sorriso da lua
já a manhã se insinua
vamos brindar aos amores
que hão-de vir dias melhores
roda o mundo inteiro
num passo de dança
fado viajeiro
que nunca se cansa
um cigarro aceso, um pranto de mar
regresso à rotina
chegou a manhã
talvez aspirina
talvez gurosan
mas sei que fiquei preso desse teu olhar
coração em zigue-zague
fui de Sodoma a Gomorra
obrigado, Deus te pague
tens tido tanta pachorra
que é sempre a mesma canção
do pecado à redenção
vamos brindar aos amores
que hão-de vir dias melhores

José Medeiros

07 dezembro 2010

Novo Trabalho de Zeca Medeiros


Fados, Fantasmas e Folias

Chega em Dezembro o novo disco de José Medeiros, ou Zeca Medeiros como é conhecido no meio artístico. «Fados, Fantasmas e Folias» é o nome do disco deste artista que tem sido também um importante embaixador dos Açores, de onde é natural, através da inclusão de ritmos tradicionais. Mas mais do que uma representação do arquipélago açoriano, este disco (que também é livro) de Zeca Medeiros é uma viagem pela história de cada um e pelas memórias comuns de todos os portugueses. Além de ser pontuado aqui e além de citações a diversas áreas artísticas que revelam a cultura que está impregnada de forma indelével ao artista. Realce-se a sua constante presença no teatro e no cinema e a aura de dramaticidade que envolve tanto a lírica como a forma de se expressar quando canta.

Embora não tenha uma discografia que se possa considerar extensa, há nela um apontamento de qualidade raríssimo na música portuguesa. Entre alguns prémios e bandas sonoras, Zeca Medeiros colaborou já com alguns dos mais importantes artistas do panorama musical português tais como a Brigada Victor Jara, Ala dos Namorados ou Dulce Pontes. E há mais colaborações neste «Fados, Fantasmas e Folias»: João Afonso, Mariana Abrunheiro, Filipa Pais e Rui Veloso são apenas alguns dos nomes que aliam a sua voz à de Zeca Medeiros neste seu novo disco.

Há uma particularidade neste lançamento que também não é de todo usual, o disco é também um livro repleto de letras de canções, ilustrações e fotografias. A viagem é também aí fixada.

Sobre a voz de Zeca Medeiros, escreve Urbano Bettencourt em jeito de prefácio a este livro-disco “a voz dramática de José Medeiros, dramática no sentido teatral do termo, de uma dicção que reflecte a própria experiência de representação do cantor e que alia ao timbre grave um intuito de fala para o outro, mesmo quando o actor se encontra sozinho na cena da canção, sem mais acompanhantes vocais”.

Seguir-se-á uma digressão de lançamento deste livro-disco e a presença nos espectáculos será, com certeza, uma inusitada viagem às páginas de «Fados, Fantasmas e Folias».



Ricardo Boléo, escritor e dramaturgo

(Retirado do FaceBook do autor)

03 outubro 2010

Para três amigos que ontem não puderam contar comigo.

«... porque as únicas pessoas autênticas para mim são as loucas, as que estão loucas por viver, loucas por falar, loucas por ser salvas, desejosas de tudo ao mesmo tempo, aquelas que nunca bocejam ou dizem um lugar comum, mas ardem, ardem, ardem como fabulosas peças de fogo-de-artifício a explodir entre aranhas, entre as estrelas...»

Jack Kerouac

17 setembro 2010

ENCONTRO de novo no Porto

É já amanhã, pelas 23.00 horas, inserido no programa do Festival Internacional de Marionetas do Porto.

ENCONTRO
de Pedro Branco

http://fimp2010.wordpress.com/2010/09/16/encontro/