01 janeiro 2010

Relógio d'água


As horas escorrem pelas paredes do quarto.
Pequenos rios sem foz conhecida, perdidos em deltas-dedos da minha noite.
Adivinha-se o sol, a fingir-se de novo, por entre os vales e montes do teu corpo.

Despertas.
E eu sinto-me a criança apanhada a mexer na caixa das bolachas.

30 dezembro 2009

O inevitável balanço...

coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisa más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas boas coisas más coisas coisas más coisas boas coisas más coisas más coisas boas coi

Resultados líquidos: Tenho muito que aprender!

07 dezembro 2009

No Paul, a tradição não se explica, canta-se...

Hesitei várias vezes, se devia ou não, escrever sobre a minha visita ao Paul, durante as Festas de Santa Bebiana. As palavras saiam sempre acessórias e impossíveis de revelar a magia que aconteceu naquele lugar. A expectativa era grande e foi mais que ultrapassada, a começar pelo carinho com que, eu e a Fátima, fomos recebidos por todos.

Por isso não vou falar da gastronomia, da música, da dança, das artes teatrais de rua e na paixão que os Paulenses põem em tudo o que fazem na defesa das suas tradições.
Desde as três horas da tarde até ao nascer do dia seguinte, literalmente, mergulhados em gaitas de foles, bombos, caixas, concertinas, fanfarras, vinho, petiscos, artesanato e muita alegria. Três dias alucinantes onde a procissão nocturna em honra da Santa e o sermão final na praça tiveram o momento culminante.

Vamos voltar. Porque ficou por acontecer um serão na Casa Típica com a Leonor Narciso e as suas adufeiras. Porque ficou combinado um workshop de construção de instrumentos de percussão na oficina do Ricardo. Porque ficou no ar a possibilidade de um espectáculo com o Rogério Charraz. Porque ficou a promessa de eu fazer um jantar na Hospedaria da Sónia. Porque ficou por trazer a garrafa de licor de cereja e canela da Sandra da Tasca da Tia Beatriz. Porque depois, já na estrada e de termos deixado o Paul para trás, já sentíamos vontade de lá voltar.

Agradeço à Leonor Narciso e à Casa do Povo do Paul, à Sónia e ao Pedro, à Cristina e a todos os amigos da Hospedaria do Casal da Ribeira do Caia, ao Ricardo do “Toka da Velha”, ao Grupo de Teatro do Palouço de Miranda do Douro, à Sandra, ao Grupo de gaitas e percussão “Dedo Mindinho” e às dezenas de artistas que tornaram estes dias inesquecíveis.

Festas de Santa Bebiana. 4, 5 e 6 de Dezembro de 2009 – Paul, Covilhã.

Links com muito interesse para consulta:

Projecto Aqua'Alma
http://blogs.myspace.com/jvcarvalho

O Dedo Mindinho
http://www.myspace.com/odedomindinho

Casa do Povo do Paul
http://www.casapovopaul.pt/

Hospedaria Turismo Rural Casal Ribeira do Caia
http://www.casalribeiradocaia.com/

03 novembro 2009

Fim de semana no Paúl



Fotos retiradas do blog: http://vila-do-paul.blogspot.com


A cobra e o soldado


"Era um rapaz que criou 'ma cobra p'quenina, ele andava a guardar cabras e ordenhava.
As cobras são munte amigas de lête, já têm intrade p'a dentre das crianças.
Antigamente, as m'lheres levavem-nas dentre dum ceste, punhem-nas d'baixe dum guarda-chuva, com'a avó nos
fazia a nós e as cobras dava-les o cheire do lête e intravem pa dentre da boca das crianças e
matavem-nas.
E ele atão, o rapaz, criou atão aquela cobra. Chegava lá, ass'viava-le e a cobra
vinha logue.

Ele foi p'à tropa, foi p'à tropa, a cobra estranhou. Quande vinha de regresso p'ra casa disse
assim p'ró outre companhere:

- Éh pá, aqui neste sitie criei 'ma cobra, eu chegava aqui ass'viava-le e ela aparecia logue.
Diz-l' assim o outre:

- Ass'via-le lá, pode ser qu'inda seja viva.
- Éh lá agora viva, há tante tempe! Ass'viou-le,

a maldita da cobra apareceu-le mesme, já era
grande, ele com'çou-le a fazer festas, mas ela subiu por ele acima, enrolou-se-l'ó pescoce,
matou-o.
Puserem-le lá um cruzeire, p'a memória daquele soldade qu' lá morreu, c'a maldita da
cobra."






Excerto do livro - Contos Populares do Paúl de Jorge Gouveia



Falta um mês, para eu ir passar o fim de semana ao Paúl e participar nas Festas de Santa Bebiana.

Ainda há 2 lugares no automóvel...



Mais notícias em http://casapovopaul.blogspot.com


05 outubro 2009

Lua Cheia

Lua cheia, pela amizade, pura.

Lua cheia, pela partilha, desinteressada.

Lua cheia, pela paciência, de nos aturar.

Lua cheia, pela disponibilidade, (até ao Algarve, se fosse preciso)

Lua cheia, pela precisão no cálculo da autonomia do combustivel :)

Lua cheia, pela alegria de te ver entre a plateia de aplausos.



Lua cheia, por seres como és!



Beijos