03 Novembro 2009

Fim de semana no Paúl



Fotos retiradas do blog: http://vila-do-paul.blogspot.com


A cobra e o soldado


"Era um rapaz que criou 'ma cobra p'quenina, ele andava a guardar cabras e ordenhava.
As cobras são munte amigas de lête, já têm intrade p'a dentre das crianças.
Antigamente, as m'lheres levavem-nas dentre dum ceste, punhem-nas d'baixe dum guarda-chuva, com'a avó nos
fazia a nós e as cobras dava-les o cheire do lête e intravem pa dentre da boca das crianças e
matavem-nas.
E ele atão, o rapaz, criou atão aquela cobra. Chegava lá, ass'viava-le e a cobra
vinha logue.

Ele foi p'à tropa, foi p'à tropa, a cobra estranhou. Quande vinha de regresso p'ra casa disse
assim p'ró outre companhere:

- Éh pá, aqui neste sitie criei 'ma cobra, eu chegava aqui ass'viava-le e ela aparecia logue.
Diz-l' assim o outre:

- Ass'via-le lá, pode ser qu'inda seja viva.
- Éh lá agora viva, há tante tempe! Ass'viou-le,

a maldita da cobra apareceu-le mesme, já era
grande, ele com'çou-le a fazer festas, mas ela subiu por ele acima, enrolou-se-l'ó pescoce,
matou-o.
Puserem-le lá um cruzeire, p'a memória daquele soldade qu' lá morreu, c'a maldita da
cobra."






Excerto do livro - Contos Populares do Paúl de Jorge Gouveia



Falta um mês, para eu ir passar o fim de semana ao Paúl e participar nas Festas de Santa Bebiana.

Ainda há 2 lugares no automóvel...



Mais notícias em http://casapovopaul.blogspot.com


05 Outubro 2009

Lua Cheia

Lua cheia, pela amizade, pura.

Lua cheia, pela partilha, desinteressada.

Lua cheia, pela paciência, de nos aturar.

Lua cheia, pela disponibilidade, (até ao Algarve, se fosse preciso)

Lua cheia, pela precisão no cálculo da autonomia do combustivel :)

Lua cheia, pela alegria de te ver entre a plateia de aplausos.



Lua cheia, por seres como és!



Beijos

28 Setembro 2009

Para uma amiga.

Eu sei, não te conheço, mas existes ...

Eu sei, não te conheço mas existes.
por isso os deuses não existem,
a solidão não existe
e apenas me dói a tua ausência
como uma fogueira
ou um grito.

Não me perguntes como mas ainda me lembro
quando no outono cresceram no teu peito
duas alegres laranjas que eu apertei nas minhas mãos
e perfumaram depois a minha boca.

Eu sei, não digas, deixa-me inventar-te.
não é um sonho, juro, são apenas as minhas mãos
sobre a tua nudez
como uma sombra no deserto.
É apenas este rio que me percorre há muito e desagua em ti,
Porque tu és o mar que acolhe os meus destroços.
É apenas uma tristeza inadiável, uma outra maneira de habitares
Em todas as palavras do meu canto.

Tenho construído o teu nome com todas as coisas.
tenho feito amor de muitas maneiras,
docemente,
lentamente
desesperadamente
à tua procura, sempre á tua procura
até me dar conta que estás em mim,
que em mim devo procurar-te,
e tu apenas existes porque eu existo
e eu não estou só contigo
mas é contigo que eu quero ficar só
porque é a ti,
a ti que eu amo.

Joaquim Pessoa

07 Setembro 2009

Olhares Avante

Beijos e abraços a todos os amigos que contribuiram para a concretização deste meu sonho.
Aos músicos/amigos por me aturarem, um xi-coração!






























07 Julho 2009

"O silêncio dos gritos"


Palavras cantadas pelo Pedro Branco, 6ª Feira, 10 de Julho 2009 no Restaurante "O Bispo", no Seixal pelas 21,30 horas.
10 poemas, 11 canções e os sabores da boa gastronomia naquele que se vai tornando o melhor espaço cultural da margem Sul.
Não faltem á união das palavras!!!