18 outubro 2006

Palavras


Eu queria trazer-te uns versos muito lindos
Por Mario Quintana










Eu queria trazer-te uns versos muito lindos
colhidos no mais íntimo de mim...
Suas palavras
seriam as mais simples do mundo,
porém não sei que luz as iluminaria
que terias de fechar teus olhos para as ouvir...
Sim! Uma luz que viria de dentro delas,
como essa que acende inesperadas cores
nas lanternas chinesas de papel!
Trago-te palavras, apenas... e que estão escritas
do lado de fora do papel... Não sei, eu nunca soube o que dizer-te
e este poema vai morrendo, ardente e puro, ao vento
da Poesia...
como
uma pobre lanterna que incendiou!

16 comentários:

Rogério Charraz disse...

Bem-vindo de volta! E em grande forma, como sempre!!

Uma vida qualquer disse...

Eu queria escrever um comentário bonito, que descrevesse o mundo de cor. Suas tonalidades seriam triviais, mas encerrariam o agradecimento da descoberta, nesta aprendizagem nem sempre atenta. Sim, uma descoberta mágica, o arco íris de chuva e de sol, que casualmente aqui encontrei. Deixo tolices, apenas entendidas por uns poucos palhaços. Não sei, eu nunca soube maquilhar-me bem, a pintura é triste e cinzenta, o truque não funciona, e o coelho não sai da cartola!

Porque é que eu não fiz a 4ª classe?!! disse...

Ouve lá, se queres chamar palhaços à malta é melhor ires direita ao assunto e deixares o palavreado bonito...

zmsantos disse...

Deixas tolices como quem deixa, no sapatinho, em Dezembro, a centelha de luz que irá iluminar, pela manhã, os olhos deslumbrados da criança.

Habitantes deste circo, somos todos nós que trocámos a pista Romana pela tenda de pano riscado. As feras podem ser as mesmas. A maneira de as enfrentarmos é que é outra e as pinturas, mesmo as mais cinzentas, distinguem-nos na matilha.

É da tua magia que falamos, companheira fingidora. Aos olhos da plateia, truques com coelhos (quanto muito, com cágados) não fazem parte deste número.

Uma vida qualquer disse...

Durante a viagem matinal ao trabalho - com todo o tempo do mundo, proporcionado por condutores ávidos de velocidade, descuidos diversos e uma chuva indecisa que atrapalha - partilhava eu com os meus botões uma dúvida de atitude, após relembrar o comentário deixado ontem. Por momentos pensei, que talvez não tivesse sido muito correcto deixar um registo com um plágio parcial, que tentava não calar um algo, que não sei bem o quê. Espantei a dúvida, e agora chego aqui e encontro um palhaço ofendido, uma prenda num sapato que não deixei, transformei-me numa companheira fingida e trocaram-me o coelho por um cágado (que não um sapo). E o dia estava cinzento e as nuvens começaram a dispersar.
Bons dias!

zmsantos disse...

Ai Sandrina!!! Gostei de rir tanto!!! Tu és mesmo doutro planeta!

Olha, pela troca dos bicharocos, eu me penitêncio.Tu, raposinha que és, percebeste que era ao Óscar que eu me queria referir.

Plágio? Não é a nossa existência um contínuo plágio por vezes tão descarado que até vivemos a vida dos outros?

A forma como constróis imagens com as palavras, chega sempre a mim com uma frescura só comparada ás das ervas orvalhadas aos primeiros raios de sol da manhã.
Por isso, encontro nas tuas imagens a saciedade dos sentidos.

Companheira fingidora, não fingida, ou será que renegas a poesia que transportas em ti?

Quanto aos ofendidos, é como tu dizes. O que aqui se passa só de alguns palhaços é o conhecimento. Não nos inquietemos, pois, com momices alheias.

Um beso.

maria disse...

Lindo!

CIUMENTO?! EU??!!!! disse...

Vocês estão bem um para o outro! Lá porque sabem conjugar meia dúzia de palavras com algum sentido estético têm a MANIA....... (sim, são reticências....carradas delas!!!)

Uma vida qualquer disse...

Obrigada Zé pelo teu empurrãozinho, estava eu a pensar que hoje não ia a Marte! E claro que não renego o meu meio de transporte no espaço, não há melhor!
Acho que o palhaço ofendido teve um ataque qualquer, tenho para mim que quando voltar a ele, não se vai lembrar do que disse, o que achas Charraz?

zmsantos disse...

Olha CIUMENTO, manias, se calhar tenho algumas.Uma delas é sem dúvida desprezar opiniões rascas de quem se esconde atráz de 'nicks' não identificados.
Quanto ao sentido estético, e como estou em minha casa, que tal esta frase, (para não ser malcriado):

VAI-TE CATAR!

Rogério Charraz disse...

O mal das palavras escritas é que não têm entoação (pelo menos as minhas!). Vá, Zé, não te zangues, era palhaçada. Beijos e Abraços...

zmsantos disse...

Porra!!! Nem me passou pl'a cabeça, que fosses tú!!!

Pregas-me cada uma!!!

Micas disse...

Não conhecia este poema. Gostei imenso. Fico contente por te "ver" por aqui.
O "tempo" tb não tem sido mt meu amigo, eu bem corro atrás dele mas...
Tb ainda não te enviei o cd, mas não me esqueci ;)

Beijinho e boa semana

mfc disse...

As palavras, escritas ou não, são por vezes o único amparo que podemos ter.

Sandra disse...

Muito bonito.... Gostei !!!!

Beijinhos grandes :))

Micas disse...

Venho desejar um fim de semana em cheio pelas terras do Alentejo, sortudo ;), fiquei com água na boca só de pensar nos petiscos alentejanos.
Sobre o concerto, não digo nada, pelo que ouvi, não tenho qualquer dúvida que o sucesso já está garantido.
Beijinho e bom fim de semana :)