
Não, não vou mentir e dizer a mim próprio que são coisas da vida.
Não colocarei a minha habitual cara de palhaço, a que recorro sempre que a tristeza teima em se instalar, de armas e bagagens.
No sábado assisti à última actuação dos Boémia na sua formação de tocar em bares. Um trio de amigos, que por vezes são quatro, ou cinco, ou dez. Quase sempre são multidões. Isto é o que me diz o coração, quando os oiço.
Como colectivo, os Boémia têm sido, e decerto continuarão a ser, para mim, uma referência cultural díficil de pôr de lado.E se falarmos de amizade, não existem palavras suficientes para descrever os sentimentos que me têm proporcionado.
Por quanto tempo mais durará esta luta entre a Razão e o Desejo, entre aceitar as decisões que todos temos que tomar na vida e a continuação de um sonho, decerto não o saberei.
O que sei é que todos eles são meus amigos, e aos amigos se deseja tudo de bom, na vida...