
A Isabel e o João não puderam ir, mas estiveram sempre connosco, a curtir e bem dispostos, como sempre.
Gracias, aos dois!
De Gil Vicente em nome de Maria Parda fazendo pranto porque viu as ruas de
Lixboa com tam poucos ramos nas tavernas e o vinho tam caro, e ela nam podia
viver sem ele.
Eu só quero prantear
este mal que a muitos toca
qu’estou já como minhoca
que puseram a secar.
Triste desaventurada
que tam alta está a canada
para mi como as estrelas.
Ó coitadas de goelas
ó goelas da coitada.
Triste desdentada escura
quem me trouxe a tais mazelas?
Ó gengibas e arnelas
deitai babas de secura.
Carpi-vos beiços coitados
que já lá vão meus toucados
e a cinta e a fraldilha.
Ontem bebi a mantilha
que me custou dous cruzados.
Ó rua de sam Gião
assi estás da sorte mesma
como altares de Coresma
e as malvas no Verão.
Quem levou teus trinta ramos
e o meu mana bebamos
isto a cada bocadinho?
…../……
A propósito de um "post" na MisteriosaLua.
Uma palavra de gratidão a todos os amigos que estiveram em Moura.
Aos músicos do RCT por fazerem uma coisa tão séria parecer uma bricandeira.
Á família do Rogério Charraz e ao povo de Moura, pela hospitalidade.
Aos avós Rosina e Joaquim, na Volta do Vale, e ao cão "Mantorras" por me sujar a roupa com as patas.